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sexta-feira, 19 de abril de 2013

PAPA FRANCISCO E O MILAGRE EUCARÍSTICO DE BUENOS AIRES

O atual Papa Francisco conduziu investigação para comprovar um dos maiores milagres eucarísticos da história recente, ocorrido em Buenos Aires em 1996

Foi o chamado Milagre Eucarístico de Buenos Aires, onde uma Hóstia Consagrada tornou-se Carne e Sangue. O Cardeal Jorge Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, hoje Papa Francisco, ordenou que se chamasse um fotógrafo profissional para tirar fotos do acontecimento para que os fatos não se perdessem. Depois foram conduzidas pesquisas de laboratório coordenadas pelo Dr. Castanon.



Os Estudos mostraram que a matéria colhida da Hóstia era uma parte do ventrículo esquerdo, músculo do coração de uma pessoa com cerca de 30 anos, sangue tipo AB de uma pessoa que tivesse sofrido muito com a morte, tendo sido golpeado e espancado. Os cientistas que realizaram o exame e os estudos não sabiam que era material proveniente de uma Hóstia Consagrada: isso só lhes foi revelado após a análise, e foram surpreendidos porque haviam encontrado glóbulos vermelhos, glóbulos brancos pulsando durante a análise, como se o material tivesse sido colhido direto de um coração ainda vivo.

A Hóstia Consagrada tornou-se Carne e Sangue

Às 19h de 18 de agosto de 1996, o Padre Alejandro Pezet celebrava a Santa Missa em uma igreja no centro comercial de Buenos Aires. Como estava já terminando a distribuição da Sagrada Comunhão, uma mulher veio até a ele e informou que tinha encontrado uma hóstia descartada em um candelabro na parte de trás da igreja. Chegando ao lugar indicado, o Padre Alejandro Pezet viu a hóstia profanada. Como ele não pudesse consumi-la, colocou-o em uma tigela com água, como manda a norma local, e colocou-a no Santuário da Capela do Santíssimo Sacramento, aguardando que dissolvesse na água.

Na segunda-feira, 26 de agosto, ao abrir o Tabernáculo, viu com espanto que a Hóstia havia se tornado uma substância sangrenta. Relatou o fato então ao Arcebispo local Cardeal, Dom Jorge Bergoglio, que determinou que a Hóstia fosse fotografada profissionalmente. As fotos foram tiradas em 6 de setembro de 1996. Mostram claramente que a Hóstia, que se tornou um pedaço de Carne sangrenta, tinha aumentado consideravelmente de tamanho.


Análises Clínicas

Durante anos, a Hóstia permaneceu no Tabernáculo, e o acontecimento foi mantido em segredo estrito. Desde que a Hóstia não sofreu decomposição visível, o Cardeal Bergoglio decidiu mandar analisá-la cientificamente. 

Uma amostra do Tecido foi enviado para um laboratório em Buenos Aires. O laboratório relatou ter encontrado células vermelhas e brancas do sangue e do tecido de um coração humano. O laboratório também informou que a amostra de Tecido apresentava características de material humano ainda vivo, com as células pulsantes como se estivessem em um coração humano ainda vivo.


Testes e análises clínicas: "Não há explicação científica"

Em 1999, foi solicitado ao Dr. Ricardo Castañón Gomez que realizasse alguns testes adicionais. Em 5 de outubro de 1999, na presença de representantes do Cardeal Bergoglio, o Dr. Castañón retirou amostras dos do Tecido ensanguentado e enviou a Nova York para análises complementares. Para não prejudicar o estudo, propositalmente não foi informado à equipe de cientistas a sua verdadeira origem.

O laboratório relatou que a amostra foi recebida do tecido do músculo do coração de um ser humano ainda vivo.

Cinco anos mais tarde (2004), o Dr. Gomez contatou o Dr. Frederic Zugibe e pediu para avaliar uma amostra de teste, novamente mantendo em sigilo a origem da amostra. Dr. Zugibe, cardiologista renomado, determinou que a matéria analisada era constituída de “Carne e Sangue” humanos. O médico declarou o seguinte:

“O material analisado é um fragmento do músculo cardíaco que se encontra na parede do ventrículo esquerdo, músculo é responsável pela contração do coração. O ventrículo cardíaco esquerdo bombeia sangue para todas as partes do corpo. O músculo cardíaco tinha uma condição inflamatória e um grande número de células brancas do sangue, o que indica que o Coração estava vivo no momento da colheita da amostra, já que as células brancas do sangue morrem fora de um organismo vivo. Além do mais, essas células brancas do sangue haviam penetrado no tecido, o que indica ainda que o coração estava sob estresse severo, como se o proprietário tivesse sido espancado."

Evidentemente, foi uma grande surpresa para o cardiologista saber a verdadeira origem do tecido. Dois cientistas australianos, o cientista Mike Willesee e o advogado Ron Tesoriero, testemunharam os testes. Ao saberem de onde a amostra tinha sido recolhida, demonstraram grande surpresa. Racional, Mike Willesee perguntou ao médico por quanto tempo as células brancas do sangue teriam permanecido vivas se tivessem vindo de um pedaço de tecido humano que permaneceu na água. "Elas deixariam de existir em questão de minutos", disse o Dr. Zugibe. O médico  foi então informado que a fonte da Amostra fora inicialmente deixada em água durante um mês e, em seguida, durante três anos em um recipiente com água destilada, sendo depois retirada para análise.

Dr. Mike Willesee Zugibe declarou que não há maneira de explicar cientificamente este fato:

“Como e por que uma Hóstia Consagrada pode mudar e tornar-se Carne e Sangue humanos? Permanece um mistério inexplicável para a ciência, um mistério totalmente fora da minha jurisdição".

Abaixo, um vídeo com o depoimento do Dr. Castañón e imagens do Milagre.

Dr. Ricardo Castañón Gomez fala sobre o
Milagre Eucarístico ocorrido em Buenos Aires




Tradução da palestra do Dr. Castañón 
no vídeo para o português. 

Agora vou entrar em um tema que é muito interessante e que com certeza vou tratar com mais profundidade: eu fui chamado pelo Cardeal de Buenos Aires, - relato isso porque depois de muitos anos de trabalho a Igreja valoriza estas investigações, então me chamam. -  Ocorre que em Buenos Aires existe a "moda" de muitas pessoas receberem a Comunhão nas mãos. O resultado é que deixaram cair a Hóstia Consagrada, e como a Hóstia estava "suja " ninguém a quis recolher. Consagrada!

Então alguém avisa o Sacerdote e ele a recolhe e a guarda em água para que ela se dissolva: é uma norma que eles tem; depois molham as plantas com aquela água. Depois de uns cinco ou seis dias que estava no Tabernáculo, eles vão abrem o Tabernáculo e vêem que em vez de haver se desintegrado existem umas manchas vermelhas. Em diferentes formas vêem que o liquido aumenta nos dias sucessivos. Nesse momento me convidam a pegar algumas amostras e saber do que se trata.

Eu viajo duas vezes e obtenho duas amostras, uma é uma massa gelatinosa. Porque eu tenho contado a vocês sobre uma Hóstia, mas o mesmo ocorreu à outra, tenho duas amostras que devo analisar uma é esta, a outra é uma que exsudou em 1996 e que formou uma crosta seca.

Então eu viajo à América do Norte, a um laboratório na Califórnia, levando essa amostra. Eu não lhes digo que vem de uma Hóstia. O "estudo cego" consiste em apresentar aos senhores laboratoristas a amostra e pedir que a analisem.

Qual é o resultado? "Dr, a amostra que o senhor nos trouxe é músculo do Coração, músculo do miocárdio, do ventrículo esquerdo". Este é o primeiro resultado mas há mais coisas a descobrir. Este estudo estamos realizando desde 1999, mas há alguns meses descobrimos que havia um grande expert em cardiologia em patologia e em bioquímica. É o único professor que escreveu um livro que explica de que foi morta uma pessoa quando o coração foi lesionado. Este professor é o famoso Dr. Frederick Zugibe. Então entregamos a ele as amostras e ele nos disse: "Essa pessoa que tinha esse Coração morreu muito maltratada, porque seu coração tem lesões que mostram que foi muito golpeada. Esse homem foi torturado!" - Ele não sabe que é uma Hóstia.

E logo ele disse: "Mas tem uma coisa que eu gostaria que vocês me explicassem: como é possível que quando eu estava estudando esta amostra, a amostra palpitava, pulsava? Então expliquem como vocês tiraram o coração de um morto e o trazem vivo ao meu laboratório em Nova York?"

"Professor Zugibe, não é o que o senhor pensa, isto é uma Hóstia Consagrada que começou a sangrar!"... Imaginem, seus cabelos quase saltaram da sua cabeça! Imaginem dizer a um homem que um pedaço de trigo se tornou Sangue e se coagulou, e agora é uma amostra de músculo de Coração!

Mas não termina por aí, porque ele perguntou como era possível que estivesse vivo ainda? Mas eu estou lhe dizendo que estou estudando desde 1999. São cinco anos que a amostra está comigo. Então eu viajo para o laboratório em Buenos Aires, há poucas semanas e busco os documentos dos primeiros estudos realizados em Buenos Aires; escreveu o laboratorista da primeira análise: "Observam-se alguns líquidos, células vermelhas do sangue, hemoglobina, e o que me chama a atenção é que as células estão se movendo e pulsando!".

As células estão palpitando e pulsando! Alguns dias já haviam se passado! E após 15 minutos as células do sangue morrem, todos os glóbulos brancos e vermelhos se decompõem! Então me interessou muito o tema do Coração e eu me inteiro que no século VII, em Lanciano, cidade localizada no sul da Itália, um sacerdote celebrava a Missa e duvidava se Cristo estava presente na Eucaristia. Ele duvidou, e no momento de sua dúvida, a Hóstia se transforma em Sangue e se coagula, e se torna um pedaço de Carne, se vocês viajarem a Lanciano poderão vê-la. Eu creio que alguns já tenha feito isso.

O Vinho se transforma em cinco coágulos de Sangue, que são como cinco "algodões" de Sangue. Mas são de distintos tamanhos os cinco e cada um pesa igual ao outro! Isto aconteceu no século VII, mas se conserva, então os italianos, na Conferência Episcopal da Itália, convidam, nos anos 70, o professor Dr. Linolli, que é um expert em bioquímica e patologia para estudar o caso, e este doutor nos disse que "é músculo do Coração igual a amostra que você tem "!

Ou seja, a amostra que eu tenho, que é dos anos 90, de Buenos Aires, é a mesma que esta! Pertence à mesma Pessoa... O que opinam disso?

O restante não lhes conto, porque senão não compram meu livro (risos). Mentira, não tenho um livro que fale sobre este assunto. Aqui estamos falando do que eu creio ser a prova de algo extraordinário. Posso eu comprovar que Jesus Cristo está presente na Eucaristia? Nosso Senhor disse a uma mística: "Eu faço milagres para os cegos e surdo, mas eu não quero fazer milagres porque quero que creiam por Fé".

Eu não sou nada para dizer "esta é a prova", mas eu apenas coloco sobre a mesa os resultados de minha pesquisa para que vocês meditem e para que tirem suas próprias conclusões. Eu não posso explicar porque uma imagem de gesso exsuda... Porque esta parede de gesso não exsuda? Porque só as imagens sagradas? Então eu creio que os senhores devem meditar.

O que Nosso Senhor está tentando nos dizer com esses Sinais? E logo me inteiro que no século XII havia outra pessoa, outro sacerdote que também duvidou que Cristo estava presente na Eucaristia, isto na Itália também e quando estava duvidando se Cristo estava presente ou não, o corporal que tinha se encheu de Sangue, mas aqui aconteceu algo impressionante, porque o Sangue correu do Altar e o Sangue correu no chão, e se vocês forem ver hoje, poderão ver que o Sangue penetrou no piso de mármore, o sangue corre e entra no mármore! É devido a esta experiência no século XII, que o Papa Urbano IV, que se encontrava perto de Orvieto, viaja ao lugar e para ver este Milagre, e Urbano pede a Santo Tomás de Aquino para celebrar uma Missa e o ritual para estabelecer a celebração de Corpus Christi.

Então, para que todos saibam que a celebração de Corpus Christi nasce de um milagre Eucarístico (fim do conteúdo do vídeo)




quinta-feira, 18 de abril de 2013

REZAR PARA DEFUNTOS E CONFESSAR-SE A PEDÓFILOS



sara pepe: - adianta ser fundada quando surgiu a terra e adorar a criatura ao invéz do criador.... seita p/ mim é igreja que seita rezar p/ defunto, acender vela p/ santos até dos pau dgua...confesar pecado a pedófilo, defunto  virá santo por homens pecadores, e ainda subir e descer escada atraz da santa DESAPARECIDA, adorar santo macumbeiro são jorge, e ainda pegar nas pelotas do rozario p/ ficar repetindo palavras vã... e DEUS aonde fica nessa igreja verdadeira.  então o diabo inspirou lutero mas ele cometeu um erro pq ñ enssinou lutero idolatrar......rsrsrssrr





A querida amiga parece mais enrolada que múmia egípcia!

É claro que a Igreja Católica continua a  religião de Israel, verdadeira sim, porque revelada por Deus. Por isso podemos com toda segurança afirmar, que ela vem desde Adão e Eva Aquela estrutura arcaica dos hebreus ficou com seus líderes que não somente não reconheceram o Messias, como também o levaram à morte.

A VINHA DO SENHOR, a despeito dos vinhateiros deicidas, resplandece na fé católica com seus papas, bispos, presbíteros e diáconos:

A VINHA DO SENHOR RESPLANDECE GLORIOSAMENTE NA SANTA IGREJA CATÓLICA

"Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele". (Mt 21,43);

 "Simão narrou como Deus começou a olhar para as nações pagãs para tirar delas um povo que trouxesse o seu nome". (At 15,14) 


Muitos desses papas foram perseguidos e martirizados - os 26 primeiros, exceto o penúltimo, foram seguidamente executados pelos imperadores romanos -, os primeiros 54, com exceção do 50º foram todos declarados santos e posteriormente a esses, mais trinta e seis foram canonizados. E há até alguns que de santo nada tinham. Pelo contrário, "praticaram horrores", o que motivou esta frase de Leão XIII cheia de estupefacção dirigida ao historiador protestante Ludwig von Pastor (1854-1928) que havia pesquisado por anos os arquivos do Vaticano:

- Mas, Professor, antes de conhecer por dentro os horrores praticados por antecessores meus, o Sr. era contra a Igreja Católica, e agora, que conhece tudo documentadamente, quer ser católico? Não estou compreendendo sua atitude.

A resposta de Ludwig von Pastor foi muito interessante:

- Santidade, eu me convenci de que a Igreja Católica é realmente uma instituição divina. Se nem Papas conseguiram destruí-la, é porque é divina mesmo!

A IGREJA CRISTÃ PARA SER VERDADEIRA TEM QUE SER APOSTÓLICA E NÃO NASCIDA A PARTIR DO SÉCULO XVI

E ESTA é a Igreja Católica, a única que cumpriu fielmente a ordem de Cristo:

"...Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos ordenei. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo" (Mt 28, 17-20).

Observe que os discípulos saíram por toda parte  ensinando tudo o que Cristo havia prescrito e isto sem dispor de uma única linha escrita do Novo Testamento. Portanto tudo o que a Igreja ensinava a este respeito vinha de sua própria autoridade e não da Bíblia cuja parte principal foi por ela escrita.

Além disso foi ela que levou a luz de Cristo às mais longínquas partes da terra; foi ela que converteu romanos e Bárbaros, o Oriente Médio e o Norte da África; foi ela que levou a instrução a todo lugar em que se firmou, com inúmeras escolas paroquiais e universidades.

A isso, que já não é pouco, acrescente que é somente nela que se verificam milagres, prodígios e portentos verdadeiros, porque esses podem ser meticulosa e cientificamente examinados de tal forma que os peritos analistas não conseguem provar a causa natural que os produziu:

 "Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam" (Mc 16,20)  

Quanto aos evangélicos, coitadinhos! Nenhum é capaz de mostrar pelo menos o relato de um milagre que tenha suportado tal bateria de testes, porque as coisas que propalam existir em seus meios, consideradas milagres, não passam de reles enganos (as pessoas são propensas a acreditar no maravilhoso e, não raro, acabam sendo enganadas), e, quando não, o que veem não passa de truques, auto sugestões e simulações:

Esta imagem à direita foi copiada de um vídeo pelo qual os evangélicos pretendiam apresentar-me "a vivo e a cores" o surpreendente crescimento de um braço atrofiado. Repare o detalhe que descobri: a diferença da manga do ator que simula o "milagre" seria igual, não fosse o deslisamento natural do tecido quando ele retrai o ombro para fazer parecer que se tratava de um aleijão.

Há também os casos de falsas curas provocadas por meios hipnóticos, tal foi o caso de uma senhora chamada Severina que se converteu à Igreja Adventista porque dizia ter sido curada de um câncer, já que depois de uma sessão de curas

nunca mais sentiu os sintomas da doença. Quando fui visitá-la - ela morava neste mesmo bairro que moro - já estava acamada por causa da terrível doença que, sem os tratamentos necessários, progrediu rapidamente.

Prova disso é minha amiga d. Mercedes, residente à Rua Botafogo, Jd. Novo Horizonte que também a conheceu. Se, porém, você quer algo mais conhecido dessas "curas" evangélicas, temos um caso muito conhecido do público. Trata-se da filha do Pelé, a Sandra, evangélica fervorosa, que foi igualmente enganada com essa "cura evangélica". Nem é preciso dizer que ambas as "miraculadas" morreram, mais em decorrência da falta de tratamento que propriamente da doença. E há muitos outros casos de falsas curas entre as quais a da chamada "Missionarinha", uma menininha de poucos anos, que levou ao engano a muitos dentre os quais o mais grave foi este:



Os enganos e truques não param aqui. Veja estes outros que fui observando e anotando:





Caríssimo leitor, você acha que isso é tratar seriamente de coisas santas? 

E por que os pastores e seus seguidores se recusam terminantemente a deixar que "seus milagres" sejam cientificamente examinados da mesma forma que procede a Igreja Católica?  A resposta é óbvia: É porque sabem que tudo não passa de enganos e falsidades. Para se justificar vão dando as mais extravagantes desculpas. Veja isto:



PARA AS DEMAIS QUESTÕES CONSULTAR:

1. Padres pedófilos:
2. Adoração de santos:

3. Vãs repetições:



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quarta-feira, 17 de abril de 2013

"APÓCRIFOS" - CALVINO SE CONTRADIZ


Citações de Calvino aos livros deuterocanônicos: Casos documentados

INTRODUÇÃO

É certo que João Calvino (um dos primeiros “reformadores” protestantes) rejeitou alguns livros deuterocanônicos como parte da Sagrada Escritura. Veja, por exemplo: Antídoto ao Concílio de Trento (Sessão Quatro), Institutas da Religião Cristã, Livro I, capítulo 8, secção 10, Livro III, Capítulo 5, Seção 8, e Livro IV, capítulo 9, Seção 14. Seu registro escrito, no entanto, não é sem suas inconsistências quando se trata de determinados livros deuterocanônicos. Tal como o seu companheiro de armas, Martinho Lutero, ele parece ser incapaz de conter-se da auto-contradição com o protestantismo moderno citando os deuterocanônicos como Escrituras. É um estudo fascinante. Vamos examinar um pouco suas obras.



FONTE: 
APOLOGISTAS CATÓLICOS
Tradução: Rafael Rodrigues.


CITAÇÕES DE CALVINO AOS DEUTEROCANÔNICOS

João Calvino, em três trabalhos diferentes, chama Baruc de profeta, cita o livro que leva seu nome, e o cita como autoritativo:

“Você sabe o que a é morte da alma? É ser sem Deus - ser abandonado por Deus, e deixado a si mesmo: se Deus é a sua vida, ela perde a sua vida quando se perde a presença de Deus. O que tem sido dito em geral pode ser mostrado em partes específicas. Se, sem Deus, não há raios para iluminar a nossa noite, certamente a alma, enterrada em sua própria escuridão, é cega. Também é muda, não sendo capaz de confessar a salvação que ela crê para justiça. Ela é surda, não ouvindo a voz viva. É coxa, ou melhor, incapaz de se sustentar, ter ninguém a quem ela possa dizer: “Tu seguraste a minha mão direita, e conduziu-me na tua vontade.” Em suma, não executa uma função da vida. Porque assim fala o profeta, quando ele mostraria que a fonte da vida está com Deus, (Baruc 3, 14) – ‘Saiba onde há prudência, onde há virtude, onde há compreensão, onde não há tempo de vida e alimentos, onde há luz para os olhos e paz.’
"O que mais você precisa para a morte? Mas, para não parar por aqui, vamos considerar com nós mesmos que vida Cristo nos trouxe, e depois vamos entender o que é a morte de que ele nos resgatou. Somos ensinados tanto pelo Apóstolo, quando ele diz: ‘Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará.’ (Efésios 5, 14).” (Psychopannychia, 1536, em Obras seletas de João Calvino: Tratados e Cartas, Vol. 3, Tratados, Parte 3, editado e traduzido por Henry Beveridge, em Grand Rapids, MI:. Livro Baker House, 1983; pp 454-455 [de Tratados, Vol. 3, contendo “Antidoto ao Concílio de Trento”. Edinburgh: Calvin  translantion  Society, 1851]; disponível online)

Nos 66 livros da Bíblia que são aceitos pelos protestantes, Baruc nunca é chamado de “profeta” (a menos que eu perdi, eu não pude encontrar qualquer exemplo) Ele é, sim, descrito como o profeta escriba de Jeremias ou secretário (por exemplo, Jeremias 36:4-8,27,32). Na verdade, quando Jeremias e Baruch são mencionados juntos, o primeiro é descrito como um profeta, mas o último não é:
Jeremias 43, 6 . . . entre eles o profeta Jeremias e Baruc, filho de Néria.

Jeremias 45, 1 
Eis a mensagem que o profeta Jeremias enviou a Baruc, filho de Néria, quando este escreveu todos estes oráculos, ditados pelo profeta...
Contudo, Calvino quer chamá-lo de “profeta” e cita seu livro como uma fonte autorizada, ao refutar a falsa doutrina do sono da alma (um erro que Lutero, por sinal, parece ter aceito de alguma forma). Isso não faz sentido se o livro não é considerado como Escritura inspirada. Mas, então, muitas coisas em Calvino, fazem pouco sentido.
“Esta visão é claramente confirmada por um discurso que ocorre no Livro de Baruc, ou pelo menos no livro que leva seu nome, - ‘Abri os vossos olhos, e volvei-os sobre nós! Não são os mortos das moradas subterrâneas, cujo sopro se lhes desprendeu das entranhas, que rendem glória ao Senhor, (e louvam) sua justiça’ (Baruch 2,  17) Aqui, sem dúvida, vemos que, sob os nomes de ‘mortos’ estão incluídos aqueles que, aflitos e esmagados por Deus, têm ido em direção a destruição; e que a alma triste, curvada, e fraca, é aquela que, na falha da sua própria força, e não tendo confiança em si mesma, corre para o Senhor, e chama-o, e dele espera de assistência”. (Psychopannychia, ibid, p 484;.. disponível on-line).
Embora não seja claro se é apenas um argumento retórico ou opinião própria de Calvino, ele apela a Baruc como um registro das próprias palavras do profeta Jeremias neste exemplo:
“Eles procuram algum apoio de uma passagem na Epístola que se diz ter sido escrito por Jeremias aos israelitas, quando no exílio na Babilônia. (Baruch 6,3.) Como o profeta, ou quem foi o autor da Epístola, lá aconselhou o povo cativo que quando quer vissem os deuses de prata e ouro levados aos ombros dos homens, e a multidão que se reuniam em volta com admiração estúpida, eles não deveriam imitá-los em seu estupor, mas, adorando em seu coração, dizendo: “Tu, ó Senhor, cabe-nos a adorar” então os nossos opositores manter, que quando eles estão presentes nos ritos sacrílegos da época presente, eles levantam seus corações para o Senhor, e refletem que é a Ele sua adoração pertence.Como se o Profeta, quando ele chama a adoração interior do coração, não insinuasse quão perigoso seria gratificar os babilônios, assumindo características expressivas da adoração de imagens. Como cada um vê que seu único objetivo era  exortar seus compatriotas, uma vez que eles não tinham poder para verificar a superstição pública de uma nação sob cujo poder e jugo que estavam vivendo, em particular para manter intacta a sua religião em suas próprias mentes, nossos opositores dignos não tem base nenhuma para trazê-lo para a frente como o patrono de sua idolatria!
Eles poderiam ser induzidos a pesar as suas ações, mesmo no equilíbrio do Profeta, eles facilmente veriam que apelando para ele, eles estariam arruinando sua causa.”(On Shunning the Unlawful Rites of the Ungodly, and Preserving the Purity of the Christian Religion, 1537, in Beveridge, ibid., pp. 403-404; Diponível online)
Da mesma forma, nos próprios famosos Institutas, Calvino chama Baruc de profeta e cita o livro com o seu nome.
“Pois foi mais verdadeira e piedosamente escrito pelo autor incerto (quem quer que ele pode ter sido), que escreveu o livro que é atribuído ao profeta Baruc, ‘e sim a alma (viva), por mais acabrunhada que esteja de tristeza, aquele que caminha curvado e esfalfado, o olhar desfalecido, e a alma a penar de fome - estes vos rendem glória e louvam a vossa justiça, ó Senhor. Não é em nome dos méritos de nossos pais e reis que vos apresentamos nossa súplica, Senhor, nosso Deus.’, ‘Ouve, ó Senhor, e tem misericórdia, porque tu és misericordioso, e tem piedade de nós, porque pecamos diante de ti" (Baruc 2, 18-19; 3, 2)” (Institutas da Religião Cristã. 1536 edição, Livro III, Capítulo 20, Seção 8:; disponível online [Henry tradução Beveridge de 1845: Edimburgo: Tradução Calvin Sociedade]: ‘Um Exercício de Oração Perpétuo da Fé os benefícios diários derivado dele.’)
No tratamento de Calvino sobre a doutrina da alma, ele cita tanto Siraque (Eclesiástico) quanto a Sabedoria como “escritores sagrados” e “escritores piedosos” que, embora não “canônico”, “deveria ter um pouco de peso”:
Todo passador de Bíblias depenadas e falsificadas deveria
ser tratado como passador de notas falsas
“Quando ele nos exorta a ‘colocar o homem novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou’, ele mostra claramente que esta imagem é, ou em que ela consiste, como ele também faz quando ele diz: ‘revesti vos do novo homem, que foi criado por Deus em conhecimento e santidade.’ (Efésios 4, 24), Quando compreendermos todas essas coisas, em uma palavra que dizemos, que o homem, no que diz respeito de espírito, foi feito participante da sabedoria, justiça e bondade de Deus.Este modo de expressão foi seguido por dois escritores sagrados. A uma, ao dividir o homem em duas partes - corpo, retirados da terra, e da alma, derivada da imagem de Deus - brevemente compreendido o que Moisés tinha mais plenamente expresso, ‘Deus criou o homem, e fez ele após a sua própria imagem.’ (Eclesiástico 17, 1). O outro, desejando afirmar exegeticamente quanto a imagem de Deus estendida, chamado homem ‘inexterminable’, porque foi criado à imagem de Deus. (Sabedoria 2, 23.) Eu não gostaria de solicitar à autoridade desses escritores fortemente sobre os nossos adversários, eles não alegam contra nós. Ainda assim, elesdevem ter algum peso, se não como canônico, pelo menos tão antigos escritores piedosas são fortemente apoiado.” (Psychopannychia, ibid, 424;. Disponível on-line).
A versão online absurdamente lista a passagem de Eclesiástico como “Eclesiastes 17, 1”- o problema - além da citação errada em si - é que Eclesiastes tem apenas 12 capítulos, logo a citação não pode ser de Eclesiastes, provavelmente o site quis omitir a citação, ou no melhor dos casos errou ao referenciar o livro.
Calvino também chama o autor de Eclesiástico, ou Sirácida “profeta”:
“Quase semelhante a este [Sl 103, 13] é a passagem em Eclesiástico: “A duração da vida humana é quando muito cem anos. No dia da eternidade esses breves anos serão contados como uma gota de água do mar, como um grão de areia. É por isso que o Senhor é paciente com os homens, e espalha sobre eles a sua misericórdia.” (Eclesiástico 18, 8-9). Aqui eles devem admitir que o sentimento do profeta era muito diferente; Daquilo que eles sonham, e significa que o Senhor tinha pena daqueles que Ele sabia que esperavam por sua misericórdia sozinhos, e, que, se ele estivesse um pouco para retirar a sua mão, voltariam ao pó de onde elas foram tiradas. Depois disso, ele anexou uma breve descrição da vida humana, comparando-a com uma flor que, apesar de florescer hoje, não será mais nada do que forragem morta amanhã. Teria ele até mesmo declarado que o espírito do homem perece e chega a nada, ele não teria dado qualquer defesa de seu erro. Pois quando dizemos que o espírito do homem é imortal, não afirmamos que ele pode ficar contra a mão de Deus, ou subsistir sem sua assistência. Longe de nós a tal blasfêmia! Mas nós dizemos que ele é sustentado por sua mão e bênção.” (Psychopannychia, ibid, pp 477-478;. Disponível online).
A tradução de Beveridge de 1851, estranhamente não menciona essa citação em seu índice geral. Certamente um descuido inocente.
Três parágrafos depois, Calvino cita Sabedoria como tendo algum grau de autoridade para determinar a verdade espiritual:
“O quê! eles perguntam, se eles foram cortados da energia de Deus, se eles se afastaram de sua atenção e memória, não deixaram de ser? Como se eu não tivesse em meu poder para réplica. O quê! se tiverem sido cortado da energia de Deus, se ter escapado à sua lembrança, como é que eles vão voltar a ser? E quando será a Ressurreição? Mais uma vez, como é que as coisas concordam? ‘As almas dos justos estão nas mãos de Deus’ (Sabedoria 3, 1) ou, para citar apenas os certos oráculos de Deus, ‘o justo estará em memória eterna.’ (Salmo 112, 6).” (Ibid., pp 478-479; disponível online)
Calvino novamente cita Eclesiástico, mas nega (ao contrário de uma seção anterior) que o escritor era um profeta:
“Isso não é deselegante afirma Eclesiástico quando diz, ‘A vida de um homem é o número de seus dias, mas os dias de Israel são inúmeros.’ (Eclesiástico 37, 28)’ Mas como a autoridade desse escritor é duvidosa, vamos deixá-lo, e ouvir um profeta, admiravelmente ensinando a mesma coisa, em suas próprias palavras, (Salmo 102:24)” (Ibid., p 489;. disponível online)
O escritor de Eclesiástico é um profeta, mas em seguida ele diz que não é, e a autoridade de um profeta (o escritor do Salmo 102) é citado contra ele. Em outras palavras, a implicação é que o “profeta” tem autoridade, bíblica inspirada. Mas então Calvino tinha se referido a Baruc como um “profeta” também, em não menos de três obras diferentes, como vimos acima (portanto, sua autoridade, por analogia, deve ser igual ou semelhante ao do escritor Salmo canônico). Assim, não há fim a contradição interna viciosa de Calvino. Pelo menos um exemplo de uma citação dos deuterocanônicos está ausente na tradução de Beveridge ou a partir da versão eletrônica tirada dele (e, portanto, o motor de busca on-line para o mesmo). Pode-se encontrá-lo nas “Referências bíblicas” Index (Vol. II, p 1568.) Da edição de 1960 dos Institutos (editado por John T. McNeill, traduzidos e indexados por Ford Lewis Battles; Philadelphia: Westminster Press). De Livro III, Capítulo 9, Seção 6 (“O conforto preparado para os crentes por aspiração a vida futura”):
“Pois diante de seus olhos será aquele dia em que o Senhor irá receber os seus fiéis na paz de seu Reino, ‘enxugará toda lágrima de seus olho’ [Apocalipse 7, 17, cf. Isa. 25, 8], vai vesti-los com ‘um manto de glória.... e alegria.’ [Eclesiástico 6, 31, EV]” (Vol. II, p. 718)
Beveridge tem palavras semelhantes, mas não como uma citação, e nem Beveridge ou a versão on line dá uma citação, para que isso se torne um problema textual de se Calvino estava deliberadamente citando o livro:
“Eles voltarão seus olhos para aquele dia em que o Senhor receberá seus servos fiéis, enxugará todas as lágrimas dos seus olhos, [Apocalipse 7, 17, cf. Isa. 25, 8], vesti-los com um manto de glória e alegria, alimentá-los com a doçura inefável de seus prazeres, exaltá-los para compartilhar com ele em sua grandeza; in fine, admiti-los para uma participação na sua felicidade.”(versão on-line).
A passagem deuterocanônica que a edição Battles acredita que Calvino está citando, e faz parte de seu argumento, lê, em sua versão RSV:
“Você a revestirá como de uma vestimenta de glória, e a porá sobre ela como uma coroa de júbilo.” (Eclesiástico 6, 31)
Calvino cita o Livro da Sabedoria em seus Institutos, e diz que era recebido com quase consenso universal:
“No que diz respeito à origem dos ídolos, a declaração contida no Livro da Sabedoria tem sido recebida com quase universal consentimento isto é que eles se originaram com aqueles que concederam esta honra sobre os mortos, de um respeito supersticioso a sua memória. Admito que esta prática perversa é muito antiga, e eu não nego que ela era uma espécie de tocha pelo qual a propensão apaixonada da humanidade para a idolatria se acendia em um incêndio maior. Eu não, no entanto, admito que era a primeira origem da prática. Que os ídolos estavam em uso antes da prevalência de que a consagração ambiciosa das imagens dos mortos, freqüentemente advertido pelos escritores profanos, é evidente a partir das palavras de Moisés (Gênesis 31:19). Quando ele diz que Raquel roubou imagens de seu pai, ele fala do uso de ídolos como um vício comum. Daí podemos inferir que a mente humana é, por assim dizer, uma forja perpétua de ídolos. Houve uma espécie de renovação do mundo no dilúvio, mas antes de passar muitos anos, os homens já estavam forjando deuses à vontade.”(Book I, Chapter 10, Section 8; Disponível online;)

Se segundo os protestantes a Sabedoria e outros livros foram adicionados em Trento, por que Calvino após Trento diz que a Sabedoria era recebida com consenso quase universal? Como vemos os protestantes não estão em coerência nem mesmo com seus “pais”.
Conferir também a passagem em referência ao anjo Rafael em Tobias:  Inst., I, 14, 8

CONCLUSÃO

Parece-me que os livros deuterocanônicos que são tão rejeitados e criticados pelos protestantes e que supostamente foram adicionados a bíblia católica no concílio de Trento, não eram bem assim para Calvino.

BIBLIOGRAFIA

ARMSTRONG, Dave. Citações de Calvino aos livros deuterocanônicos: Casos documentados. Disponível em (Clicar na IMAGEM):

Tradução: Rafael Rodrigues.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

ESCÂNDALO DE PAPAS CONVERTE HISTORIADOR PROTESTANTE



O preconceito anticatólico no mundo acadêmico


Armando Alexandre dos Santos


(Título original: A dupla face da Igreja Católica)

O caso do bispo argentino fotografado há poucas semanas em circunstâncias escandalosas, impróprias a sua condição, ocupou páginas inteiras de alguns jornais, que aproveitaram a ocasião para criticar a Igreja Católica pela manutenção do celibato eclesiástico. Seu imediato pedido de renúncia, obviamente determinado pelo Vaticano, não mereceu o mesmo estardalhaço publicitário.

À Esquerda: Bispo Argentino flagrado - Desculpa não cola e é afastado pela Hierarquia da Igreja






Criticar a Igreja é moda, em muitos ambientes. O preconceito anticatólico é o único preconceito admitido e até estimulado no mundo acadêmico, segundo afirma Thomas E. Woods Jr., professor norte-americano, na abertura do seu notável livro “Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental” (Editora Quadrante, São Paulo, 2008).




É óbvio que, infelizmente, inúmeros eclesiásticos dos vários níveis, até os mais elevados, não cumprem, como deveriam, suas obrigações. Há muita coisa na sua conduta que deveria ser diferente, para que os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo fossem seguidos. Esse é o lado humano, frágil, doente, da Igreja Católica. É a face terrível da instituição. Por mais que sejamos católicos, não podemos fechar os olhos diante dessa realidade.

Mas também jamais devemos esquecer o outro lado: a Igreja é de instituição divina e, enquanto tal, por cima das misérias humanas tem uma outra face, pura, santa, imaculada. E mesmo nas piores horas, mesmo nos momentos de crise mais intensa, como o atual, essa face se manifesta magnificamente.

Ainda recentemente recebi, por e-mail, um espetáculo de Power Point lindíssimo, sobre tratamento de aids no mundo inteiro. A única instituição internacional que desenvolve em todo o mundo um trabalho sério, eficiente e dignificante para ajudar os aidéticos é a Igreja Católica. Inúmeros estabelecimentos católicos funcionam em todo o globo  (e especialmente na África, continente mais atingido pela epidemia) para auxiliar, material e espiritualmente, os aidéticos. São estabelecimentos discretos, humildes, que não chamam a atenção sobre si, mas atuam eficazmente.



Existem milhares e milhares de ONGs coletando dinheiro e fazendo demagogia a propósito da aids, e aproveitando para criticar a Igreja porque combate, por razões morais, o uso da camisinha, mas na prática, quem trabalha mesmo, em favor dos aidéticos, é a Igreja... Esse “outro lado” da questão, a justiça manda não omitir.



De fato,  a Igreja tem um lado divino e um lado humano. O lado divino é, insisto, puro, santo, imaculado. Sem ele seria impossível uma instituição tão contrária a todos os valores que o mundo habitualmente preza, cultua e até idolatra, sobreviver durante 2 mil anos. Como escreveu um autor francês do século XIX, “l´Eglise est une enclume qui a usé bien de marteaux” (a Igreja é uma bigorna que já gastou muitos martelos). Eles bateram, bateram, bateram, gastaram-se... e a Igreja continua de pé. Voltaire previa o fim da Igreja para o final do século XVIII... Como estava enganado!

Historiador alemão
Ludwig von Pastor
(1854-1928)
Mas há também o lado humano, no qual há miséria, há podridão, há crimes. Não podemos fechar os olhos para essa realidade, como também não podemos esquecer o lado divino.

Creio que o que exprime bem essa dicotomia, essa aparente contradição entre o divino e o humano na instituição da Igreja Católica, é o episódio ocorrido com o historiador alemão Ludwig von Pastor (1854-1928). Ele era protestante e, certa ocasião, desafiou publicamente a Igreja Católica a abrir os seus arquivos secretos. Tinha certeza, afirmava, de que eles jamais seriam eles abertos, para não serem revelados horrores tremendos...




Na ocasião, acabava de ser eleito Papa Leão XIII, que mandou dizer a Pastor que os arquivos do Vaticano estavam inteiramente abertos para ele. No início, Pastor não acreditou, mas viajou para Roma e ali encontrou, realmente, todas as facilidades em seu trabalho de pesquisa. Nada lhe foi negado, nada lhe foi escondido. Ele passou anos trabalhando e produziu uma obra monumental, em 40 volumes, com a história dos Papas desde a Renascença até o final do século XVIII. Nessa obra, registrou todos os horrores (e foram realmente horrores, é inegável) de Papas renascentistas.

A certa altura da sua pesquisa, solicitou e obteve uma audiência com Leão XIII. Apresentou-se ao Papa, agradeceu as facilidades que obtivera na pesquisa e, para grande surpresa de Leão XIII, declarou que desejava tornar-se católico.

O Papa, muito espantado, respondeu:

- Mas, Professor, antes de conhecer por dentro os horrores praticados por antecessores meus, o Sr. era contra a Igreja Católica, e agora, que conhece tudo documentadamente, quer ser católico? Não estou compreendendo sua atitude.


A resposta de Ludwig von Pastor foi muito interessante:




- Santidade, eu me convenci de que a Igreja Católica é realmente uma instituição divina. Se nem Papas conseguiram destruí-la, é porque é divina mesmo!


Armando Alexandre dos Santos,
 jornalista e diretor da Revista da Academia Piracicabana de Letras